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Tunelização Dérmica (TD®): técnica estimula produção de colágeno

Tunelização Dérmica (TD®): técnica estimula produção de colágeno

19/09/2017

A liberação de traves fibróticas e o estímulo  à  produção de colágeno, sem remover a camada superior da pele (epiderme), favorece a melhora da textura e coloração da mesma. Esse resultado, que nem sempre é possível observar nos tratamentos dermatológicos convencionais, tem sido mais observado em novos procedimentos que têm surgido.

Desenvolvida pelo dermatologista brasileiro Emerson de Andrade Lima (CRM 12721), a Tunelização Dérmica (TD®), é uma nova abordagem cirúrgica, onde agulhas são introduzidas na pele para o tratamento de cicatrizes deprimidas, rugas estáticas e flacidez da face, mediante anestesia local.

Todas as áreas com maior concentração de glândulas sebáceas podem ser estimuladas à produção de colágeno por essa abordagem, que deve ser executada em uma sala de procedimentos cuidadosamente preparada para a realização de um procedimento cirúrgico.

O dermatologista que for executá-la precisa ser devidamente capacitado e seguir todas as normas de biossegurança para garantir a integridade da saúde do paciente. O treinamento especializado e o conhecimento da estrutura da pele e das lesões a serem tratadas é imprescindível para o sucesso do tratamento.

Entenda como a produção de colágeno é estimulada

O instrumento utilizado para estimular a produção de colágeno é uma agulha estéril de aspiração. O utensílio é introduzido por via transepidérmica até a derme, em um trajeto canalicular, que rompe as traves de fibrose existentes e cria túneis dentro da derme alterada.

A área a ser tratada é demarcada e higienizada previamente. Pode ser que se formem hematomas na região e que ocorra sangramento nos orifícios pelos quais as agulhas foram inseridas.  O sangramento é controlado pela compressão com algodão estéril.

Não é preciso fazer suturas, pois a lesão na pele, ocasionada pela agulha, é menor do que um milímetro. Somente é preciso protegê-las com fita microporosa, que permite a transpiração da pele. Em cerca de 12h ou 24h essa proteção pode ser removida para a higienização da região tratada. A limpeza deve ser feita com água e sabão. Não há necessidade de reaplicar o curativo.

É recomendado evitar a exposição solar e aplicar um filtro protetor tonalizado no período pós-operatório. Nos três dias subsequentes, o edema poderá aumentar. Os hematomas somem em até uma semana, porém, caso nódulos surjam no local, é preciso aguardar um mês para que desapareçam.

Em muitos casos, uma abordagem cirúrgica basta para que o organismo estimule a produção de colágeno em benefício da pele. Mas há situações em que pode ser indicada sua repetição, depois de transcorridos alguns meses. O dermatologista avalia essa necessidade de acordo com o grau do problema a ser tratado e do resultado alcançado na primeira vez.

Caso o procedimento seja realizado na face, o mais adequado é fazê-lo quando a agenda estiver livre de eventos sociais e compromissos semelhantes.