Laser de CO2 fracionado

O laser de CO2 fracionado é considerado padrão ouro para rejuvenescimento da pele, especialmente em pacientes com pele clara.

A luz do CO2 atinge as camadas cutâneas superficiais, promovendo a “vaporização” e contração da epiderme. Estimula a formação de colágeno, melhora a textura, suaviza poros dilatados, rugas, cicatrizes e estrias, atenua manchas e outras irregularidades cutâneas. As ilhas de pele intacta, deixadas entre os pontos de penetração do laser, diminuem o tempo de recuperação da pele tratada.

Outras aplicações

Com a menopausa, a síntese de estradiol e o número de receptores de estrogênio diminui nos tecidos urogenitais, o que resulta em deficiência de estrogênio.[1]
O estrogênio melhora o fluxo sanguíneo nos tecidos urogenitais e aumenta a transudação e a secreção glandular, que são responsáveis pela lubrificação. Este hormônio também induz a proliferação epitelial e mantém adequado o conteúdo de elastina/colágeno nesses tecidos.
À medida que os níveis de estrogênio diminuem, essas funções se tornam menos eficazes, resultando em afinamento epitelial e diminuição da lubrificação e do suporte tecidual. Isto leva a alguns sintomas cujo conjunto denominamos síndrome gênito-urinária da menopausa.[2] Estes sintomas afetam a vagina (ressecamento, irritação, dor, atrofia epitelial, sangramento devido à atrofia do tecido, alterações de pH), a bexiga (frequência urinária, incontinência) e a vida sexual[3] e podem estar presentes também no puerpério.
O tratamento tradicional de tal síndrome consiste no uso de cremes vaginais hormonais (estriol e promestrieno) e de sintomáticos como os lubrificantes e hidratantes vaginais.
Existem, no entanto, pacientes que apresentam contraindicações ao uso de tais cremes, como as que têm ou tiveram câncer de mama, e pacientes que não ficam satisfeitas com o tratamento tradicional, seja por sua eficácia ou pelo desconforto do uso. Para tais pacientes pode estar indicado o laser fracionado de CO2 (FemiLift).
O laser é aplicado com ponteira própria para uso intra-vaginal protegida/envolvida em cover de uso individual. Estimula a produção de colágeno, aumenta a espessura do epitélio vaginal com formação de novas papilas, além de melhorar a vascularização no local.
Indicado no tratamento de incontinência urinária de esforço leve a moderada, dispareunia (dor à relação sexual), flacidez e secura vaginais, hipersensibilidade de cicatrizes vaginais e atrofia genital na menopausa, pós-parto, pós quimioterapia e pós-radioterapia. É um método seguro, foi aprovado pelo FDA em 2014.
As contra-indicações ao laser de CO2 são: Infecção genital ativa, prolapso genital importante, gravidez, sangramento genital de origem desconhecida e exame preventivo ginecológico alterado.
Os efeitos colaterais do procedimento são passageiros e de pequena intensidade: hiperemia (vermelhidão), corrimento, ardência e prurido vaginal.
O tratamento consiste geralmente em 3 sessões com intervalo mensal e pode ser realizada aplicação anual de reforço.
É praticamente indolor, sem necessidade de infiltração anestésica ou afastamento das atividades diárias.
O laser de CO2 também pode ser utilizado para clareamento da vulva em pacientes com pele clara.